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Shibboleth
29 April 2013 @ 12:10 pm
Oi  
O LiveJournal me mandou um e-mail dizendo que se eu não postasse nada, o blog ia sumir. Tá-dá.
 
 
Shibboleth
26 February 2012 @ 06:16 pm
Pessoal;

Se ainda tem alguém que segue esse negócio aqui, estou migrando pro blogger. O livejournal está impraticável, a última atualização das ferramentas foi feita qando do nascimento da minha bisavó e de lá pra cá, só bug, miséria e ruína. Não vou dizer que é um blog novo porque vou levar umas velharias daqui e porque pretendo continuar o meme das cartas por lá. O novo endereço é http://nshibbo.blogspot.com/

Vamos estar atualizando os feeds, negada.
 
 
Hoje eu acordei: creativecreative
 
 
Shibboleth
Eu não entendo absolutamente nada de publicidade. Na verdade, quando vejo certas campanhas que são um desrespeito à (possível) inteligência do (propenso) consumidor, me sobem na garganta dois dedinhos de aversão à coisa. Quem trabalha com publicidade já carrega uma pecha, uma espécie de marca negra, da mesma forma que acontece com advogados e, sei lá, prostitutas. Aquele papo de todo de ó, os publicitários são uma engrenagem da indústria da mentira e da alienação blá blá blá, Whiskas sachê.

Semana passada um amigo postou no twitter o link do Fuck Yeah Diretor de Criação, um tumblr que elencava grandes nomes dessa área e dizia ceder um espaço democrático para que o pessoal que trabalha com publicidade pudesse compartilhar suas impressões acerca dos tais peixes grandes da criação.

Apesar da minha ignorância gritante do assunto, fui dar uma espiada, já que todo mundo estava comentando o negócio. Meu primeiro sinal de urticária mental se deu com a leitura da proposta do tumblr: extremamente pedante e mal-redigida, negócio, assim, de doer nas retinas e dentro da cabeça. Não posso falar de publicidade com conhecimento de causa, mas posso falar de redação, já que trabalho com texto; e, minha gente, qualquer um com atividade neuronial dentro da média sabe que pra se dar ao luxo de ser pedante, é preciso escrever muito, mas muito bem mesmo. Não era o caso do redator do cabeçalho, mas eu quero crer que o texto saiu aquela cagada porque a pessoa estava tentando disfarçar o próprio estilo pra que ninguém lhe descobrisse a identidade.

Só li um dos posts, do único publicitário que eu conhecia de nome. E não tinha chegado nem na metade dos comentários quando comecei a padecer de um mal que assola todo mundo que tem bom senso e usa a internet regularmente: a vergonha alheia aguda.

Pouquíssimos comentários eram concatenados e obedeciam à idéia do tumblr: falar sobre os profissionais de criação e de como eles se portam dentro de suas agências. Quase ninguém teve os colhões de usar login próprio. De resto, muita repetição, um show de horrores ortográficos, frases que pareciam ter saído dos cadernos de alguém que só cursou até a quarta série do fundamental e litros, enxurradas, niágaras do nosso conhecido ad hominem.

Vi muita gente lamentando o fim do blog, que só durou 24 horas. Pessoas dizendo que era uma ferramenta democrática, que todo mundo tem direito de expor sua opinião etc. Acho que esse pessoal confunde democracia com esculhambação. Certo, as críticas ao trabalho do sujeito estavam ali, mas a maior parte delas era entremeada de afirmações acerca da vida pessoal, marital e até higiênica do homem. Pessoal levou muito a sério o Faustão falando tanto sobre o pessoal quanto sobre o profissional. E quando o exemplo do Faustão é seguido num, erm, espaço democrático, a gente precisa começar a rezar para que as profecias maias sobre 2012 sejam verdadeiras. Trabalho é uma coisa, vida pessoal é outra. Vir com ad homimem numa discussão dessas é escalavrar qualquer possibilidade de crítica construtiva, de uma discussão racional. Me irrita profundamente esse negócio de nego confundir a pessoa com sua figura pública e achar que tá tudo num balaio só, porque não está. Você prefere se sentar com seu chefe e falar que, olha, eu achei que o você não deu o devido valor a tal coisa que eu fiz, gostaria que você analisasse a questão de tal e tal ângulo, porque isso e aquilo podem ter te escapado; ou você chega lá e diz que escuta aqui, seu arrombado pau no cu do caralho, cê jogou meu trabalho no lixo, mas não tô nem me fodendo porque tua mulher é uma quenga que faz gang bang com sete negões, não trepa contigo e tu fica aí nervosinho? E não é só porque a pessoa te chefia que você tem que saber mostrar seu ponto de vista de um modo, digamos, diplomático. Não é algo pra colocar em prática só com teu chefe pelo fato de ele poder te tirar o emprego se estiver com a cueca do avesso, é pra colocar em prática na vida. Educação, argumentação clara e bom senso sempre estiveram em voga, excetuando-se episódios pontuais como a Inquisição, a Revolução Francesa e a Revolta da Vacina.

Aliás, o grande problema nisso tudo é as pessoas acharem que estão lutando pela Comuna de Paris todos os dias de sua vida. Que é preciso ter uma opinião sobre tudo e que é preciso sair gritando essa opinião por aí. O que se revela fatal nessa idéia é que boa parte dos que resolvem botar a boca no mundo não tem condições de argumentar sequer com a mãe que trocou o amaciante por um de cheiro enjoado. Discutir em termos ofensivos não leva a lugar nenhum e de repente todo mundo vira uma cambada de colegiais cuspindo bolinhas de papel uns nos outros. Eu não sei quanto a vocês, mas uma discussão perde 90% do meu interesse quando veemência se torna violência e argumentação degenera em agressão pessoal. Ou, no termo corrente, trollagem. Quando eu quero ver sangue, ligo no UFC.

Não sou contra o uso do anonimato na internet, ainda mais num caso desses, em que ele se torna uma ferramenta de manutenção da imagem profissional num mercado que rola 60% na rede. Agora, se valer desse anonimato para escrever um monte de bobagem que não serve pra nada e só faz quem está lendo te tachar de babaca não é exercer seu direito à democracia. É ser patético.

O Fuck Yeah Diretor de Criação me ensinou que não importa que o criticado seja a pior pessoa do universo (tanto no pessoal quanto no profissional; não resisto a essa piada, gente, desculpa). Se essas críticas partirem de imbecis, o negócio vai bater e voltar. E aí não tem espaço democrático que aguente. 
 
 
Hoje eu acordei: boredbored
 
 
Shibboleth
08 December 2010 @ 03:37 pm
Na época do ensino médio, eu tinha um amigo chamado Marco Léon. E não bastando esse nome ridículo, o Léon ainda fazia questão de ser a xumbregice encarnada num corpo humano. Bonitinho, bom de lábia, pegava todas as meninas do colégio, um verdadeiro latin lover, com direito a cavanhaque e camisa aberta pra mostrar o peito. E era doido. Doido de pai e mãe. Pra quem passou por aquelas bad vibes da adolescência de entrar em grupos de RPG, uma coordenada: em Vampiro, o Leon era um malkaviano. E na vida real, também. Vivia se metendo nas confusões mais inacreditáveis e ninguém ficaria espantado se o corpo dele aparecesse no IML.

Eis que Léon, para espanto geral, arrumou uma namorada séria. Eu não lembro nada da menina, a não ser que ela bem bonita e muito tímida. Meses e meses de amor eterno, amor verdadeiro depois, caiu no colo do Léon um belo dum par de chifres. Um sujeito bombadinho, daqueles que usam camisa mamãe-tô-forte e que, diga-se, era amigo do Léon, foi lá e comeu a namorada dele.

O que o Léon ia fazer? O outro cara era gigantesco, músculos certamente delineados por bomba pra cavalo, mas que poderiam partir o meu amigo franzino com duas chuletadas. Só que o Léon, como eu já disse, era doido de tacar pedra.

Ele chamou o cara pra beber. Pagou tudo, cerveja, vinho, cachaça, whisky e o escambau. Só que enquanto o cara enchia o rabo de pinga, o Léon só fingia beber. Quando o rapaz já tava no que nós chamávamos de Morrison state (ou seja, vendo índio por aí), ele deu mei que uma desmaiada em cima da mesa e o Léon me tirou, sei lá eu de onde, dois ovos e separou a gema da clara; a primeira ele jogou fora e a segunda ele derramou cuidadosamente nos fundilhos do brutamontes. Quando o cara acordou, o Léon, todo contrito, avisou pra ele que um travesti lhe havia, bom, comido o cu.

O cara nem parou pra pensar em verossimilhança e ficou maluco. Chorou, chamou a mãe, Deus, Jesus, todo mundo, entrou num desespero de dar dó. E o meu amigo deixou que ele sofresse três dias com a falsa defloração anal pra só depois contar a verdade. Eu pensei que o cara ia arregaçar as fuças do Léon, mas não: ele chorou de novo e pediu desculpas por ter comido a (nessa altura, ex-) namorada do latin lover.

Lição pra vida.
 
 
Hoje eu acordei: anxiousanxious
Ouvindo: Progenies of the great apocalypse - Dimmu Burg... ops Borgir
 
 
Shibboleth
26 November 2010 @ 05:26 pm
Tem esse amigo meu cujo casamento de conto de fadas acabou de uma hora pra outra, depois de quatro anos. E os dois ainda moram juntos. Ok que mais por questões de logística do que por vontade própria, mas, gente, fico doente de admiração por esse tipo de gente que padece de civilidade grega. Sério, vontade de manter um relacionamento bonito, estável e cheio de respeito durante cinco anos só pra poder terminar desse jeito, sem vítimas, paramédicos ou cacos de vidro temperado espalhados pelo chão da sala.

Lembram do ABBA? ABBA, gente, Dancin' Queen, aquelas paradas que você resolve dançar embaixo do globo da boate as duas e meia da manhã, quando não está mais apta ao convívio social e dançar que nem uma vadia setentista é só o que consegue fazer sinapse dentro da sua cabeça. Então, uma vez eu estava vendo um documentário sobre eles

(pausa para os julgamentos)

e descobri que os membros da banda eram, na verdade, dois casais, que acabaram se separando porque, no auge da carreira, os caras queriam sair fazendo shows pelo mundo inteiro, enquanto as garotas preferiam ficar em casa cuidando dos filhos. Negociações feitas, a banda ainda sobreviveu por algum tempo, com os dois casais separados, mas viajando e trabalhando juntos e todo um novo nível de socialidade, toda uma FINESSE e milhões de dólares entrando nas contas bancárias deles. Sinto vontade de chorar com essas histórias.

Acho que encontrei um objetivo de vida. Manter um relacionamento lindo não pela idéia de passar a vida inteira, na saúde e na doença etc. com aquele sujeito, mas só pra terminar com classe e glamour. Não se trata, minha gente, de ter expectativas incorretas e infelizes, é só um novo sistema de controle de expectativa.

Credo, tô hipster.
 
 
Hoje eu acordei: calmcalm
Ouvindo: Fallin' & flyin' - Jeff Bridges
 
 
 
Shibboleth
16 September 2010 @ 10:09 am
As pessoas me contam essas cronicazinhas no msn e eu deixo passar. Mas essa aqui, que um amigo me falou, me soou tanto como um A insustentável leveza do ser redux que precisei guardar pra nunca esquecer.

Pai da amiga dele foi no açougue e pediu um quilo de carne moída separada em dois pacotes de quinhentos gramas. O funcionário do açougue se vira pra ele na maior grosseria e pergunta se ele não viu a fila de clientes para serem atendidos, se ele não tem mais o que fazer e mais um monte de impropérios que devem assustar quando você está falando com um sujeito vestido de branco, todo sujo de sangue e com um puta cutelo na mão. O pai da menina diz, então, que vai querer só meio quilo. Quando o balconista se volta com o pacote e pergunta o típico "mais alguma coisa?", o pai, na maior naturalidade do universo, responde:

— Sim. Mais meio quilo, por favor.

Fazendo cosplay de Gandhi, minha gente. Leveza de espírito define.


 
 
Hoje eu acordei: busybusy
Ouvindo: Fallin' & Flyin' - O delicioso Jeff Bridges
 
 
Shibboleth




Eu tinha acabado de terminar um namoro de anos e meu ex-cunhado veio me contar que o irmão dele tinha rasgado e queimado todas as minhas cartas e estava pedindo as dele de volta. Devolvi. Mas não sem antes corrigir todos os erros ortográficos com caneta vermelha. V for Vendetta.

Tem esse projeto de escrever cartinhas e embora essa não seja a minha praia desde os dezessete anos e eu seja o epítome do purismo naquilo que concerne a cartas (carta é de papel, carta tem que ser escrita à mão, carta tem que ser longa e tem que ser enviada pelo correio), resolvi participar, porque esse blog está morto e o tédio me consome.

As cartas não serão postadas aqui porque o Prince Katamari ali em cima me alertou de que o tom do blog não é esse. Aí eu tinha esse endereço inativo e vou usá-lo para o projeto. Caso vossas senhorias tenham tempo e saco para ler algo dois dedinhos menos tonto que esses escritos, tenham a bondade de clicar aqui. Por conta e risco de vocês, tá?
 
 
Hoje eu acordei: bitchybitchy
Ouvindo: Umbrella - The Baseballs
 
 
Shibboleth
28 July 2010 @ 09:33 am
Daqui a alguns anos, alguém vai vir me perguntar se eu já li A Humilhação, do Philip Roth e eu só conseguirei me lembrar de duas coisas. A primeira é que se trata da história de um velho ator que dormiu como estrela, acordou sem talento e está desesperado porque não sabe como isso aconteceu nem o que fazer. Aí ele se envolve com uma lésbica quarentona. A segunda é a expressão "pirocão verde de plástico".

No final do livro o protagonista tem uma espécie de iluminação, pensa ter encontrado a solução para todos os seus problemas e começará a trabalhar em cima disso. Depois de ler "pirocão verde de plástico", tive uma iluminação e resolvi voltar aos meus estudos de inglês para poder ler essas coisas no original e nunca mais acabar uma história do Roth tendo plena certeza de que a única coisa da qual me lembrarei, graças ao tradutor, será "pirocão verde de plástico". 
 
 
Hoje eu acordei: awakeawake
Ouvindo: Fuck her gently - Tenacious D
 
 
Shibboleth
Primeiro, gostaria de deixar aqui em registro formal para a posteridade que se eu não sou a pessoa mais imbecil que já colocou os pezinhos nesta terra de fontes murmurantes, estou ali, ó, pau a pau com os demais concorrentes. Vinte e dois anos de treinamento árduo e ininterrupto no intuito de ser metaforicamente acéfala, quero só ver nego me superar.

As criaturas infelizes que certo dia resolveram se tornar minhas amigas sabem: eu não estou passando pela melhor fase da minha vida. Estou chata, estou total e completamente intragável. Estou, assim, uma garrafa de vodka Balalaika: tão ruim, tão vagabunda, que você nem chega a ficar bêbado, passa direto para o estado de ressaca-sem-fim. Daí que essa fase está vindo acompanhada de um pendor para fazer burrada, falar merda e permitir que todo tipo de porcaria faça parte do meu cotidiano e isso não é legal. Isso, claro, porque eu deveria ter incluído na minha lista de coisas-não-salutares-a-fazer o ato de me embebedar até a completa amnésia, mas não. Eu estou sendo uma imbecil enquanto sóbria, de forma que não me sobra nem uma justificativazinha escapista que seja.

Vocês devem conhecer o conceito de vergonha alheia: é aquilo que você sente quando o Conrado e o Fábio Júnior resolvem duetar uma música do Renato Russo usando ternos brancos com ombreiras no palco do Gugu. Você olha aquele negócio, você não tem parte cósmica naquele acontecimento doloroso, mas ainda assim vem um aperto no peito, uma coisa ruim e você precisa desviar os olhos da TV. Pior que isso, só a vergonha-alheia-própria: sabe quando você fala pra si mesmo que está fazendo besteira, que aquilo é ridículo, mas vai lá e faz do mesmo jeito? Tipo armar um escândalo homérico porque alguém tirou os seus livros da ordem alfabética/de cor/seja lá o que seu TOC recomenda em que eles estavam e depois se arrepender amargamente, porque você poderia ter guardado a gritaria para uma causa mais justa. Isso é vergonha-alheia-própria. Essa é a sua consciência exigindo divórcio com comunhão universal de bens.

Então. Eu senti vergonha-alheia-própria em grandes proporções três vezes na minha vida. Como saber se é caso de grandes proporções? Simples: toda vez que você se lembra do que fez, um arrepio percorre a sua espinha, você estreita os olhos e faz cara de quem chupou limão, sacode um pouquinho a cabeça e tenta pensar em outra coisa, qualquer outra coisa, como unicórnios minúsculos cagando arco-íris. Outro sintoma típico é uma vontade irresistível de bater a cabeça em qualquer superfície plana em busca de sangramento ou perda dos sentidos, o que rolar primeiro. Isso você obviamente não faz, porque seria motivo para uma crise futura de vergonha-alheia-própria aguda, e esse negócio só é aconselhável a intervalos de seis meses.

Minha primeira crise de vergonha-alheia-própria-aguda foi em 2008. A segunda, em julho passado. A terceira foi há uns poucos dias atrás. Passei o dia com vontade me dar umas mordidas, uns sopapos e de ficar metendo a testa na parede por muitas horas consecutivas. Ainda estou tendo os arrepios e essa cara de desgosto da vida não vai se desfazer nem com botox. Eu não vou dizer o que aconteceu porque estou escrevendo esse post para contar uma coisa mais humilhante ainda: motivada pelos recentes acontecimentos, pelo fato de que ninguém com quem eu conviva me suporta mais e porque eu sou muito sem noção, eu cheguei ao ápice da minha fase ruim e comprei um livro de auto-ajuda.

Não consigo parar de ouvir o Jim Morrison martelando na minha cabeça que It's the end e não posso deixar de imaginar que ele tenha razão. O pior do livro de auto-ajuda não é eu mesma saber que ter comprado um negócio desses é o cúmulo da falta de dignidade, porque a coisa mais fácil do mundo é entrar em negação quando se está fazendo merda. O grande ponto é ter que ficar escondendo o livro de todo mundo que me conhece, ter que ler tentando esconder a capa, para que ninguém saque o que é aquilo. Mas se chegam e vêem por cima, não tem como esconder: a quantidade absurda de subtítulos por página não nega, este é um livro para imbecis e olha só aquela coisinha minúscula passando por baixo da porta! Era a última réstia positiva da minha auto-imagem.

[Texto originalmente postado em 13 de abril de 2010, no meu outro blog, récem-falecido.]
 
 
Hoje eu acordei: complacentcomplacent
Ouvindo: To love is to bury - Cowboy Junkies
 
 
Shibboleth
10 June 2010 @ 09:58 am
Estou no trabalho, a revisar a tradução de uma enciclopédia sobre aviões de guerra. Negócio chatíssimo, cheio de termos técnicos e com tanta informação desnecessária que o pouco do charme trágico que as guerras sempre têm acaba se perdendo em meio a todas aquelas siglas, datas e nomes de pricipados estranhos. Mas nada nesse mundo é tão enfadonho que não possa te render umas risadas. Prova disso é o seguinte trecho:

"Com ou sem folhagem, identificar os movimentos do inimigo também era dificultado pelo fato de a NVA e os VC serem mestres da camuflagem. No início, as forças dos EUA usavam sensores instalados em “Hueys” que identificavam traços de urina, mas quando uma enxurrada de alarmes falsos começou a chegar e elas lembraram que elefantes e búfalos da Índia na selva também urinavam, começaram a pensar em uma tática diferente."

Em matéria de humor involuntário, os norte-americanos NUNCA decepcionam.

[Texto originalmente postado em 14 de outubro de 2009, no meu outro blog, récem-falecido.]
 
 
Hoje eu acordei: determineddetermined
Ouvindo: Hey there Delilah - The Baseballs